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6 dicas para elaborar e apresentar um relatório para diretores

Produzir e apresentar um relatório para diretores e C-Levels (CEO, CIO, CTO, etc.) é uma tarefa desafiadora, que exige ótimo grau de informação por parte do orador e uma série de cuidados sobre a elaboração do documento.

As dificuldades são ainda maiores quando o responsável pela produção do relatório executivo tem uma pegada muito técnica, carente do senso de liderança e habilidades de comunicação. Sem tais recursos, a tendência é entregar um relatório complexo e de baixa qualidade.

Por outro lado, é preciso estar ciente de que se está apresentando informações a um grupo de pessoas importantes, cujo tempo é extremamente valioso, e que elas aguardam por soluções.

Sendo assim, o que apresentar aos envolvidos? Como apresentar fatos relevantes aos diretores? Se ficou curioso, leia até o final do texto para conhecer 6 ótimas dicas para elaborar e apresentar um relatório para diretores.

1. Seja objetivo ao dispor informações

Um bom relatório executivo requer objetividade do documento, ou seja, a elaboração de um texto claro e conciso que, embora seja composto por menos parágrafos em comparação a relatórios de dez páginas, possa reunir a informação eficientemente.

Outro fator que merece atenção é o ritmo da apresentação. O tempo dedicado pelos diretores para assistir à apresentação é altamente valioso e, em hipótese alguma, deve ser desperdiçado.

Ao fazer uma abordagem direta e simples, você evitará margens para diferentes interpretações e excesso de subjetividade nos textos, pois isso pode acarretar discussões desnecessárias. Tenha sempre em mente que diretores, geralmente, têm pouca disponibilidade para ler algo extenso.

2. Utilize gráficos para facilitar a comunicação

Um relatório não é formado apenas por textos e indicadores. É importante que os elementos sejam dispostos em gráficos na elaboração do relatório para diretores como um todo, e não somente na apresentação de dados.

Nos casos de gráficos que exibem estatísticas, como históricos e índices de desempenho, faz toda a diferença aplicar um esquema de cores com a finalidade de tornar o conteúdo mais intuitivo.

Por exemplo, usar a cor verde para indicar estabilidade; amarelo para fatores que requerem atenção; vermelho para indicar problemas; e preto para fatos altamente críticos.

Já os aspectos visuais, presentes em todas as páginas do relatório, devem ser pensados como elementos que destacam a relevância do conteúdo. O documento será melhor apresentado, mesmo que isso signifique adicionar mais páginas ao arquivo.

Supondo que as informações coletadas sejam relevantes, imaginemos como seria se elas fossem colocadas sem o mínimo de organização, em páginas vazias em termos de design? Seria um relatório simples, porém cansativo e difícil de ler.

Por outro lado, um relatório executivo em que os parágrafos ocupam posições bem selecionadas, podem apresentar mais ênfase às informações e, ao mesmo tempo, acrescentar fluidez ao texto, tornando a leitura mais agradável.

3. Busque pelo equilíbrio no uso de dados

Sabemos que um relatório para diretores deve ser informativo, portanto, a validade do documento passa diretamente pelo uso de dados. Quando bem-apresentados, os dados despertam a atenção dos espectadores.

Entretanto, o uso excessivo de dados é algo que compromete tanto a qualidade do relatório, quanto a sua própria apresentação. Primeiro porque dá margem a informações irrelevantes, ou inconsistentes e, segundo, porque os dados precisam ser explicados, podendo prejudicar o andamento do processo.

É imprescindível que os dados sejam validados e, sobretudo, tenham algo importante a dizer. Do contrário, sendo eles dispensáveis, é melhor anexá-los ao apêndice — para que sejam analisados pelos diretores posteriormente.

4. Esteja preparado para responder a questionamentos

Durante a apresentação de um relatório para diretores, naturalmente ocorrerá perguntas. Por vários motivos, os executivos querem saber do que realmente interessa. É importante, então, não se prender por muito tempo num determinado assunto — falaremos sobre isso mais adiante.

Mas como se preparar para esses momentos? Sair da zona de conforto é essencial, isto é, ir além dos temas que já domina. Uma boa dica é buscar inserir-se cada vez mais no negócio, de modo a desenvolver o conhecimento necessário para responder a perguntas que se espera dos C-levels.

Lembrando que o ideal é adquirir habilidades ligadas à liderança, assim você unirá o seu sólido conhecimento técnico a atributos de comunicação que irão capacitá-lo para fazer apresentações de alto nível.

5. Apresente o ROE do negócio no relatório para diretores

A rentabilidade está sempre no topo dos interesses de quem participa dessas reuniões, principalmente quando investidores e acionistas estão presentes. Para isso, é válido apresentar o Return on Equity — ROE (ou Retorno sobre o Patrimônio).

O ROE é um indicador que consiste no cálculo do lucro líquido que a empresa obteve utilizando recursos próprios, dividido pelo Patrimônio Líquido (total de ativos). Supondo que um investidor tenha aplicado R$10.000 e alcançou um lucro líquido de R$5.000, significa que a rentabilidade foi de 50%.

6. Discurse de maneira estratégica

Lembra-se quando falamos sobre não gastar muito tempo com apenas um assunto? Pois então, este é um exemplo de como devemos nos comportar estrategicamente durante uma apresentação. A questão é: por quê?

Simplesmente, não há apresentação que desconsidere o fator tempo. Haverá sempre uma programação a ser seguida, sobretudo em reuniões, visto que ela desloca a diretoria de suas ocupações, ou seja, os convocados precisam voltar o quanto antes.

O nosso conselho sobre ser direto e sucinto nos argumentos é a chave para concluir a apresentação em tempo hábil e, também, prender a atenção dos diretores. Por exemplo, iniciar a apresentação abordando pontos importantes para a tomada de decisões é uma boa tática.

Ter um propósito mais ambicioso do que meramente apresentar as informações, desde que tenha conhecimento para tal, pode ajudá-lo a transparecer maior profissionalismo e, consequentemente, agradar a diretoria. Como fazer isso? É simples: proponha algumas possíveis soluções em vez de apenas mencionar os problemas.

Ao seguir as dicas para elaborar e apresentar relatório para diretores, temos certeza de que todos os envolvidos serão beneficiados pela qualidade do documento e a maneira como ele será entendido na reunião.

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Empowerment: vantagens e importância da tecnologia para seu sucesso

No universo corporativo, o empowerment (empoderamento, do português) é uma estratégia que consiste em delegar, aos colaboradores, poderes de decisão e liberdade em ações corporativas, concedendo a eles autonomia, responsabilidades e desenvolvimento em aspectos de liderança.

Por que “empoderamento”? O termo designa “liberação de energia”, o que, no âmbito corporativo, está relacionado a habilidades e conhecimentos. Na prática, quanto mais colaboradores puderem contribuir de maneira determinante, melhor.

O conceito tem se popularizado cada vez mais entre as empresas, devido às suas necessidades de:

  • melhorar o ambiente organizacional;
  • reduzir custos;
  • otimizar e agilizar processos;
  • engajar as equipes; e
  • modernizar a forma de trabalho.

Nesse sentido, o empoderamento é uma ação providencial; essa mudança na cultura organizacional é capaz de conceder às companhias o que elas precisam.

Agora que já sabemos o que seu negócio pode conseguir com o empowerment, falaremos mais detidamente sobre como ele funciona, como implementá-lo e suas principais vantagens. Vamos começar?

Como funciona o empowerment?

Basicamente, o empowerment descentraliza o poder de decisão, comumente centralizado pelo gestor, delegando novas tarefas e responsabilidades a outros colaboradores, tornando as equipes autogerenciáveis.

A princípio, a tática privilegia o individual, porém, na prática, os colaboradores trabalham cientes de que suas ações abrangem a coletividade e, também, de que exercerão a liderança integradamente com os colegas.

Portanto, o empowerment faz com que empregados pertencentes a áreas distintas tenham autonomia e, ao mesmo tempo, trabalhem em conjunto para o sucesso da empresa.

Como implementá-lo?

Implementar o empoderamento na empresa não se resume a atribuir tarefas substancialmente importantes aos funcionários; é imprescindível que haja mudança na filosofia da organização e ações precisas. Algumas delas são:

Autonomia aos colaboradores

Por exemplo, não há como aplicar o empowerment sem que os colaboradores tenham a devida autonomia para tomar decisões. A confiança, por parte da empresa, é considerada fator elementar para promover tais mudanças.

Supondo que erros sejam cometidos pelo empregado, puni-lo ou restringi-lo da nova função comprometerá a autonomia. Quanto a isso, o empowerment deve ser encarado como processo de aprendizado, portanto, os erros têm que ser corrigidos.

Em contrapartida, o reconhecimento e as demonstrações de satisfação são de suma importância para o sucesso do empowerment. Não hesite em elogiá-los e agradecê-los quando um bom serviço é prestado.

Definição de parâmetros

Outro aspecto importante na implementação do empowerment é o estabelecimento de parâmetros, tais como: prazos, preços e margens de lucros, evitando que o colaborador necessite solicitar autorização a cada ação a ser realizada.

Por exemplo, nem sempre o João, colaborador, sabe o que é permitido (ou não) fazer em determinadas situações, o que o leva a consultar e pedir autorização de Fernando, seu gestor. Sendo assim, sempre que surge um problema, o procedimento se repete.

Sem parâmetros bem definidos, o colaborador não conseguirá exercer sua liderança e, ainda, acarretará lentidão nos processos. Reiterando, a ideia é dar liberdade para os funcionários, não prendê-los às decisões do gestor.

Uso de tecnologias

Por conta da transformação digital e da rápida evolução da tecnologia, hoje, é possível não apenas trazer o empowerment para o negócio, mas acompanhá-lo de maneira eficiente, avaliando resultados e fornecendo orientações.

Logo, investir em recursos tecnológicos que facilitam a aplicação do empowerment e a mensuração de resultados tornará a estratégia ainda mais eficiente.

Contar com soluções de integração de sistemas, mapeamento de processos, Big Data e dashboards, por exemplo, ajuda a garantir o acompanhamento de tudo que acontece, graças aos recursos de automatização e outras praticidades oferecidas por ferramentas de TI.

Quais são as vantagens do empowerment para a empresa?

Redução de processos burocráticos

A descentralização de poderes numa hierarquia organizacional é um passo importante para desburocratizar os processos de negócio, visto que, tradicionalmente, os líderes tomam pra si um excesso de funções — de modo que nada aconteça sem suas análises e aprovações.

Em meio a isso, com a cultura do empoderamento, o gestor pode delegar tarefas aos funcionários que considerar aptos a realizá-las, os quais se encontrarão motivados o bastante para fazer um bom trabalho.

Com essa produtiva interação entre os colaboradores, o ambiente ganha mais cabeças pensantes e, consequentemente, adquire uma visão abrangente. Isso acaba se refletindo em decisões ágeis e soluções bem elaboradas.

Além disso, nenhum líder fica sobrecarregado, tampouco decisões cruciais permanecem na fila de espera. Ou seja, quanto maior o número de pessoas com autonomia para agir, melhor será a fluidez dos processos.

Identificação de novos talentos

Descobrir novos atributos em seus funcionários é sempre uma grata surpresa para a empresa, sobretudo, quando dizem respeito a aspectos de liderança, assegurando que seus colaboradores têm condições de construir carreiras sólidas.

Ao identificar novos talentos, a empresa reconhece aqueles que deve reter, investindo em treinamentos que, além de aperfeiçoá-los, os deixarão mais comprometidos em alcançar posições importantes.

O equilíbrio proporcionado pelo empowerment também faz parte do benefício, visto que o empregado, já adaptado a exercer liderança, não fica acomodado, crente de que seja intocável em seu posto. Por outro lado, quem precisa desenvolver habilidades interpessoais adquire rica experiência.

Motivação extra para a equipe

A cultura do empowerment desperta, no colaborador, a motivação necessária para que ele permaneça engajado, comprometido e disposto a entregar resultados.

Isso porque ele começa a enxergar oportunidades para conquistar suas metas — crescer na empresa, assumir funções importantes, conseguir melhores salários etc. Logo, na medida em que os objetivos da empresa e do colaborador estão alinhados, a sinergia entre as partes é maior.

Compartilhamento de informações

Quando informações relevantes não são compartilhadas, a tendência é que decisões equivocadas sejam tomadas e, com isso, a organização perde em eficiência. Por essas e outras, estabelecer um bom nível de comunicação é essencial.

Devido à integração de pessoas promovida pelo empowerment, a informação circula com transparência e clareza, evitando que a incerteza se faça presente no momento de agir, ou que dados não fiquem à disposição.

Vale destacar que a centralização da liderança faz com que muitos insights relevantes não cheguem ao conhecimento da companhia, visto que os colaboradores não estão, na prática, alinhados aos processos maiores.

Esperamos ter esclarecido o básico sobre empowerment, do conceito à aplicação, não deixando dúvidas quanto a seus benefícios para as empresas. Para receber novos artigos como este em primeira mão, basta assinar nossa newsletter! Vamos lá!